A regulamentação universitária e sua transversalidade teórica e prática como canal de comunicação para o aprimoramento acadêmico
DOI:
https://doi.org/10.38128/cienciayfilosofa.v14i15%20y%2016.117Palavras-chave:
regulamentação universitária, aprimoramento acadêmico, avaliação qualitativa, eixo transversal, equidadeResumo
Resumo
A vida acadêmica na Universidade Nacional Autônoma do México é sustentada por uma estrutura complexa que abrange o corpo docente, os regulamentos, os mecanismos de avaliação e a noção de um eixo transversal. Nesse contexto, o Estatuto do Pessoal Acadêmico (EPA) constitui a base regulatória que define as categorias, os direitos e as obrigações dos docentes, bem como dos técnicos acadêmicos, um setor historicamente invisível, mas cada vez mais reconhecido por seu papel fundamental.
Os regulamentos universitários cumprem uma dupla função: por um lado, proporcionam segurança jurídica e, ao mesmo tempo, introduzem mecanismos de controle e hierárquicos que determinam a estabilidade e a promoção acadêmica. Programas como o PRIDE e o PASPA demonstram como as regras não apenas regulam, mas também orientam as práticas e aspirações dos docentes. No entanto, essa lógica corre o risco de privilegiar a produção quantificável em detrimento das contribuições qualitativas, especialmente nas ciências humanas. Daí a importância de avançar para modelos de avaliação qualitativa que reconheçam a diversidade de tarefas acadêmicas, como tradução, divulgação, orientação de alunos e criação de materiais didáticos. Assim, a transversalidade regulatória garante que todo processo de retenção, progressão e avaliação acadêmica seja amparado por marcos institucionais. Para que estes funcionem como propulsores de equidade e excelência, é necessário fortalecer os canais de comunicação entre os órgãos colegiados, as áreas administrativas e a comunidade acadêmica. Portanto, a regulamentação universitária, mais do que um mecanismo de controle, deve ser concebida como um instrumento de pluralidade, equidade e compromisso social.
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