A infância como categoria psicológica e a infância como espaço de profundidade na narrativa cortazariana

Autores

  • María Alejandra Ramírez Hernández https://orcid.org/0000-0001-7951-3121

DOI:

https://doi.org/10.38128/cienciayfilosofa.v1i01.4

Palavras-chave:

Niñez, Infancia, Psicoanálisis, Fenomenología, Cortázar

Resumo

A partir de uma fenomenologia do devaneio, são fornecidos elementos de análise para a técnica literária de Cortázar em uma narrativa fundacional da adolescência e na criação de um espaço de intimidade. Este artigo propõe uma distinção entre a "infância" (entendida como *niñez*), enquanto categoria psicológica normativa, e a "infância" (entendida como *infancia*), enquanto espaço de profundidade imaginativa, analisando essa dualidade na narrativa de Julio Cortázar. Por meio de uma fenomenologia do devaneio inspirada em Bachelard, explora-se como a infância constitui um âmbito de intimidade e criatividade, em contraste com a infância regulada por discursos psicanalíticos e cognitivos. O estudo concentra-se no conto “Depois do almoço” (*Después del almuerzo*), no qual se observa uma dialética entre uma infância narrada (onírica e fundacional) e uma infância situada (sujeita a normas sociais). O relato ilustra a transição para a adolescência como um momento de conflito entre a interioridade íntima e as imposições externas, revelando uma “topologia da intimidade” na qual emerge o que o autor denomina “menino dourado”: ​​uma figura de bondade e transcendência reprimida pela racionalização adulta. A pesquisa critica as interpretações tradicionais que psicologizam ou patologizam a infância e propõe, em seu lugar, uma leitura fenomenológica que valoriza o devaneio e a confissão literária como vias de acesso a uma subjetividade autônoma, não sujeita a categorias clínicas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

María Alejandra Ramírez Hernández, https://orcid.org/0000-0001-7951-3121

Referências

ADLER, A. (1955). El carácter neurótico, México: Editora Zarco.

AGUSTÍN, S (1994) Obras. vol. 1, Madrid: Autores cristianos.

BACHELARD, G. (2016). La poética del espacio, México, FCE.

------------------------ (1987) La intuición del instante, Barcelon: Epub.

------------------------ (2000). La formación del espíritu científico, México: Siglo XXI.

------------------------ (1978). El agua y los sueños, México, F.C.E.

------------------------ (2014). La poética de la ensoñación, México: F.C.E.

------------------------ (2000). La formación del espíritu científico, México: Siglo XXI.

------------------------ (2009). La filosofía del no, Buenos Aires: Amorrotu.

BENJAMIN, W (1982). Para una crítica de la violencia, México, La nave de los locos.

BIBLIA (1960). Pennsylvania: Nacional Publiscing Company.

BRUCKNER P. (2005). La tentación de la inocencia, Barcelona: Anagrama.

CALASSO, Roberto (2000), La ruina de Kasch, Barcelona, Anagrama.

CALVIN S. (1979). Compendio de psicología freudiana, Buenos Aires: Paídos.

CASSIER, Ernest (1985). Filosofía de las formas simbólicas, México, F.C.E.

CORTÁZAR, J (2011). Cuentos completos, México: Punto de lectura.

DESCARTES, R. Meditaciones metafísicas. Bogotá, Panamericana, 2001.

DURAND, Gilbert (2007). La imaginación simbólica. Buenos Aires: Amorrortu.

ESPINO Y BARRÓN (cor) (2017). La lectura y la escritura en la educación en México,

México: UNAM.

FEYERABEND, P. (1986). Tratado contra el método. Madrid: Tecnos.

FOUCAULT, M. (1987). La hermenéutica del sujeto, Buenos Aires: La Piqueta

--------------------- (2002).Vigilar y castigar, México: Siglo XXI.

--------------------- (2001). El nacimiento de la clínica, México: Siglo XXI.

FREAUD, S. (1991). Obras completas, t. XV-XVI. Buenos Aires: Amorrortu.

GERÓNIMO, D. (2004). Narrae por Knock-aot, Buenos Aires: Simur.

HEGEL, G. Fenomenología del espíritu, tr, Manuel Jiménez R. Valencia, Pre-Textos, 2006.

HERRAEZ, M. (2003). Julio Cortázar: el otro lado de las cosas, México: Península.

HUMBOLT (1950). Obras t I, México: Central.

KANT, Emmanuel (2004). Crítica de la razón pura, Madrid, Alfaguara.

MORIN E. (2008). La mente ordenada, México: Siglo XXI.

OSHO (2011). Rebelión, revolución y religiosidad, México:Vergara.

PANFILLO, G. (2005). Una araña en el zapato, Buenos Aires: Libros de la Arancoria.

PIAGET J. (1969). Biología y conocimiento, Madrid: Siglo XXI.

--------------- (1973). Psicología y epistemología, Barcelona: Ariel.

SAGAN, Carl (1980). Los dragones del Eden, México, Grijalbo.

Publicado

2018-09-17 — Atualizado em 2022-02-04

Como Citar

Ramírez Hernández, M. A. (2022). A infância como categoria psicológica e a infância como espaço de profundidade na narrativa cortazariana. Ciência E Filosofia ISSN-L: 2594-2204, 1(01), 26–49. https://doi.org/10.38128/cienciayfilosofa.v1i01.4